quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Química Verde

Parte Isa: Química verde é uma ciência relacionada ao meio ambiente. Foi introduzida nos Estados Unidos, pelo cientista Mark Harrison, da Universidade de Lehigh. Essa ciência basicamente tem o conceito de que os elementos químicos não podem degradar a natureza.
Pode ser utilizada em várias áreas como: reciclagem de materiais orgânicos, na despoluição de indústrias siderúrgicas e na construção dos chamados "prédios verdes": edíficios feitos com materias não-poluentes.
Mercedes-Benz, fábrica alemã de automóveis, está usando essa química nos escapamentos dos carros para transformar dióxido de carbono em ar e água.
química verde  é uma linha de pensamento que tem se difundido cada vez mais a fim de tornar a química aliada ao meio ambiente. Ela se baseia em 12 passos que visam à melhora dos processos químicos realizados por indústrias. Os 12 passos são:
  1. Prevenção: Evitar ao máximo pelo estudo das rotas de produção, a formação de subprodutos nocivos;
  2. Eficiência: Transformar a maior parte dos reagentes utilizados em produto final.
  3. Síntese segura: Estudar sínteses que não formem subprodutos nocivos e que toda sua condução seja segura.
  4. Produtos seguros: O produto final também não deve ser nocivo ao meio ambiente
  5. Solventes seguros: Dar preferência a solventes cujo descarte possa ser feito sem impacto ambiental.
  6. Integração de energia: Durante o processo, muita energia é gerada na forma de calor, essa energia pode ser usada dentro do próprio processo para reduzir o gasto de energia da indústria.
  7. Fontes renováveis: As matérias primas devem ser provenientes de fontes renováveis de preferência.
  8. Derivados: Evitar a formação de derivados sintéticos.
  9. Catálise: Dar preferência ao uso de catalisadores para acelerar à reação ao invés de gastar mais material para “empurrar” a reação para os produtos
  10. Biodegradável: Já foi falado do produto seguro ao meio ambiente, nesse caso é o produto que pode ser reciclado pela própria natureza.
  11. Análise da poluição: Os efluentes saídos da indústria bem como o material que circula dentro da indústria deve ser continuamente analisado para detectar prontamente qualquer tipo de contaminação.
  12. Química segura contra acidentes: Todos os passos da implementação da indústria devem ser tomados a fim de evitar acidentes de grandes proporções que provocarão contaminação e, dependendo da magnitude, até mesmo perdas humanas.
Nem todas as indústrias seguem todos esses passos, mas tudo caminha para que no futuro, todas trabalhem dessa maneira. A criação de códigos e regulamentações garantem o cumprimento dessas normas.

 Parte Andreia: A química verde pode ser definida como a utilização de técnicas químicas e metodologias que reduzem ou eliminam o uso de solventes e reagentes ou geração de produtos e sub-produtos tóxicos, que são nocivos à saúde humana ou ao ambiente. Este conceito, não é novidade em aplicações industriais, principalmente em países com controle rigoroso na emissão de poluentes. Ao longo dos anos os princípios da química verde têm sido inseridos no meio acadêmico, em atividades de ensino e pesquisa.
O que hoje está sendo chamado de química verde na verdade não apresenta nada de novo, uma vez que a busca um desenvolvimento auto-sustentável há anos está incorporada nos ideais do homem moderno. A ECO-92, o Protocolo de Kyoto e a Rio+10 são exemplos de iniciativas que mostram a crescente preocupação mundial com as questões ambientais.8 A química verde pode ser encarada como a associação do desenvolvimento da química à busca da auto-sustentabilidade.
Criou-se ao longo dos anos um consenso sobre os principais pontos ou princípios básicos da química verde. Os doze pontos que precisam ser considerados quando se pretende implementar a química verde em uma indústria ou instituição de ensino e/ou pesquisa na área de química são os seguintes:
1. Prevenção.          
É mais barato evitar a formação de resíduos tóxicos do que tratá-los depois que eles são produzidos;
2. Eficiência Atômica.
As metodologias sintéticas devem ser desenvolvidas de modo a incorporar o maior número possível de átomos dos reagentes no produto final;
3. Síntese Segura.
Deve-se desenvolver metodologias sintéticas que utilizam e geram substâncias com pouca ou nenhuma toxicidade à saúde humana e ao ambiente;
4. Desenvolvimento de Produtos Seguros.
Deve-se buscar o desenvolvimento de produtos que após realizarem a função desejada, não causem danos ao ambiente;
5. Uso de Solventes e Auxiliares Seguros.
A utilização de substâncias auxiliares como solventes, agentes de purificação e secantes precisa se evitada ao máximo; quando inevitável a sua utilização, estas substâncias devem ser inócuas ou facilmente reutilizadas;
6. Busca pela Eficiência de Energia.
Os impactos ambientais e econômicos causados pela geração da energia utilizada em um processo químico precisam ser considerados. É necessário o desenvolvimento de processos que ocorram à temperatura e pressão ambientes;
7. Uso de Fontes de Matéria-Prima Renováveis.
O uso de biomassa como matéria-prima deve ser priorizado no desenvolvimento de novas tecnologias e processos;
8. Evitar a Formação de Derivados.
Processos que envolvem intermediários com grupos bloqueadores, proteção/desproteção, ou qualquer modificação temporária da molécula por processos físicos e/ou químicos devem ser evitados;
9. Catálise.
O uso de catalisadores (tão seletivos quanto possível) deve ser escolhido em substituição aos reagentes estequiométricos;
10. Produtos Degradáveis.
Os produtos químicos precisam ser projetados para a biocompatibilidade. Após sua utilização não deve permanecer no ambiente, degradando-se em produtos inócuos;
11. Análise em Tempo Real para a Prevenção da Poluição.
O monitoramento e controle em tempo real, dentro do processo, deverá ser viabilizado. A possibilidade de formação de substâncias tóxicas deverá ser detectada antes de sua geração;
12. Química Intrinsecamente Segura para a Prevenção de Acidentes.
A escolha das substâncias, bem como sua utilização em um processo químico, devem procurar a minimização do risco de acidentes, como vazamentos, incêndios e explosões.
O desenvolvimento e a utilização de solventes que possuem um baixo potencial para destruição do ambiente e que servem como alternativas aos VOC (sigla em inglês para solventes orgânicos voláteis), solventes clorados e solventes que prejudicam o ambiente natural é uma das linhas da química verde que mais avançaram nos ultimos anos.O uso de CO2 super-crítico, H2O quase super-crítica e líquidos iônicos como solventes em síntese orgânica é hoje uma realidade em muitos procedimentos que tradicionalmente empregam VOCs como solvente.
No Brasil, apenas recentemente a questão ambiental passou a ter uma penetração mais efetiva no dia a dia do cidadão comum. Os freqüentes vazamentos de óleo combustível e petróleo, a péssima qualidade do ar nas grandes cidades, como São Paulo, especialmente no inverno, a contaminação de rios e lagos com esgoto doméstico e industrial, o excessivo número de praias impróprias para banho no verão, o efeito estufa, as queimadas na floresta amazônica e, de maior importância regional, a contaminação da Lagoa dos Patos, do canal São Gonçalo e da Lagoa Mirim, na região de Pelotas, são alguns exemplos de notícias que diariamente chegam até nossas casas via televisão, jornais ou rádio. Por outro lado, vários estados da Federação têm hoje uma legislação rigorosa com relação à agressão ambiental.

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