Pode ser utilizada em
várias áreas como: reciclagem de materiais orgânicos, na despoluição de
indústrias siderúrgicas e na construção dos
chamados "prédios verdes": edíficios feitos com materias não-poluentes.
Mercedes-Benz, fábrica alemã de automóveis, está usando essa
química nos escapamentos dos carros para
transformar dióxido de carbono em ar e água.
A química verde
é uma linha de pensamento que tem se difundido cada vez mais a fim de
tornar a química aliada ao meio ambiente. Ela se baseia em 12 passos que visam
à melhora dos processos químicos realizados por indústrias. Os 12 passos são:
- Prevenção: Evitar ao máximo pelo
estudo das rotas de produção, a formação de subprodutos nocivos;
- Eficiência: Transformar a maior parte
dos reagentes utilizados em produto final.
- Síntese segura: Estudar sínteses que não
formem subprodutos nocivos e que toda sua condução seja segura.
- Produtos seguros: O produto final também não
deve ser nocivo ao meio ambiente
- Solventes seguros: Dar preferência a
solventes cujo descarte possa ser feito sem impacto ambiental.
- Integração de energia: Durante o processo, muita
energia é gerada na forma de calor, essa energia pode ser usada dentro do
próprio processo para reduzir o gasto de energia da indústria.
- Fontes renováveis: As matérias primas devem
ser provenientes de fontes renováveis de preferência.
- Derivados: Evitar a formação de
derivados sintéticos.
- Catálise: Dar preferência ao uso de
catalisadores para acelerar à reação ao invés de gastar mais material para
“empurrar” a reação para os produtos
- Biodegradável: Já foi falado do produto
seguro ao meio ambiente, nesse caso é o produto que pode ser reciclado
pela própria natureza.
- Análise da poluição: Os efluentes saídos da
indústria bem como o material que circula dentro da indústria deve ser
continuamente analisado para detectar prontamente qualquer tipo de
contaminação.
- Química segura contra
acidentes:
Todos os passos da implementação da indústria devem ser tomados a fim de
evitar acidentes de grandes proporções que provocarão contaminação e,
dependendo da magnitude, até mesmo perdas humanas.
Nem todas as indústrias seguem
todos esses passos, mas tudo caminha para que no futuro, todas trabalhem dessa
maneira. A criação de códigos e regulamentações garantem o cumprimento dessas
normas.
Parte Andreia: A química verde pode
ser definida como a utilização de técnicas químicas e metodologias que reduzem
ou eliminam o uso de solventes e reagentes ou geração de produtos e
sub-produtos tóxicos, que são nocivos à saúde humana ou ao ambiente. Este
conceito, não é novidade em aplicações industriais, principalmente em países
com controle rigoroso na emissão de poluentes. Ao longo dos anos os princípios
da química verde têm sido inseridos no meio acadêmico, em atividades de ensino
e pesquisa.
O que hoje está sendo
chamado de química verde na verdade não apresenta nada de novo, uma vez que a
busca um desenvolvimento auto-sustentável há anos está incorporada nos ideais
do homem moderno. A ECO-92, o Protocolo de Kyoto e a Rio+10 são exemplos de
iniciativas que mostram a crescente preocupação mundial com as questões
ambientais.8 A química verde pode ser encarada como a associação do
desenvolvimento da química à busca da auto-sustentabilidade.
Criou-se ao longo dos
anos um consenso sobre os principais pontos ou princípios básicos da química
verde. Os doze pontos que precisam ser considerados quando se pretende
implementar a química verde em uma indústria ou instituição de ensino e/ou
pesquisa na área de química são os seguintes:
1. Prevenção.
É mais barato evitar
a formação de resíduos tóxicos do que tratá-los depois que eles são produzidos;
2. Eficiência
Atômica.
As metodologias
sintéticas devem ser desenvolvidas de modo a incorporar o maior número possível
de átomos dos reagentes no produto final;
3. Síntese Segura.
Deve-se desenvolver
metodologias sintéticas que utilizam e geram substâncias com pouca ou nenhuma
toxicidade à saúde humana e ao ambiente;
4. Desenvolvimento de
Produtos Seguros.
Deve-se buscar o
desenvolvimento de produtos que após realizarem a função desejada, não causem
danos ao ambiente;
5. Uso de Solventes e
Auxiliares Seguros.
A utilização de
substâncias auxiliares como solventes, agentes de purificação e secantes
precisa se evitada ao máximo; quando inevitável a sua utilização, estas
substâncias devem ser inócuas ou facilmente reutilizadas;
6. Busca pela
Eficiência de Energia.
Os impactos
ambientais e econômicos causados pela geração da energia utilizada em um
processo químico precisam ser considerados. É necessário o desenvolvimento de
processos que ocorram à temperatura e pressão ambientes;
7. Uso de Fontes de
Matéria-Prima Renováveis.
O uso de biomassa
como matéria-prima deve ser priorizado no desenvolvimento de novas tecnologias
e processos;
8. Evitar a Formação
de Derivados.
Processos que
envolvem intermediários com grupos bloqueadores, proteção/desproteção, ou
qualquer modificação temporária da molécula por processos físicos e/ou químicos
devem ser evitados;
9. Catálise.
O uso de
catalisadores (tão seletivos quanto possível) deve ser escolhido em
substituição aos reagentes estequiométricos;
10. Produtos
Degradáveis.
Os produtos químicos
precisam ser projetados para a biocompatibilidade. Após sua utilização não deve
permanecer no ambiente, degradando-se em produtos inócuos;
11. Análise em Tempo
Real para a Prevenção da Poluição.
O monitoramento e
controle em tempo real, dentro do processo, deverá ser viabilizado. A
possibilidade de formação de substâncias tóxicas deverá ser detectada antes de
sua geração;
12. Química
Intrinsecamente Segura para a Prevenção de Acidentes.
A escolha das
substâncias, bem como sua utilização em um processo químico, devem procurar a
minimização do risco de acidentes, como vazamentos, incêndios e explosões.
O desenvolvimento e a
utilização de solventes que possuem um baixo potencial para destruição do
ambiente e que servem como alternativas aos VOC (sigla em inglês para solventes
orgânicos voláteis), solventes clorados e solventes que prejudicam o ambiente
natural é uma das linhas da química verde que mais avançaram nos ultimos anos.O
uso de CO2 super-crítico, H2O quase super-crítica e líquidos iônicos como
solventes em síntese orgânica é hoje uma realidade em muitos procedimentos que
tradicionalmente empregam VOCs como solvente.
No Brasil, apenas
recentemente a questão ambiental passou a ter uma penetração mais efetiva no
dia a dia do cidadão comum. Os freqüentes vazamentos de óleo combustível e
petróleo, a péssima qualidade do ar nas grandes cidades, como São Paulo,
especialmente no inverno, a contaminação de rios e lagos com esgoto doméstico e
industrial, o excessivo número de praias impróprias para banho no verão, o
efeito estufa, as queimadas na floresta amazônica e, de maior importância
regional, a contaminação da Lagoa dos Patos, do canal São Gonçalo e da Lagoa
Mirim, na região de Pelotas, são alguns exemplos de notícias que diariamente
chegam até nossas casas via televisão, jornais ou rádio. Por outro lado, vários
estados da Federação têm hoje uma legislação rigorosa com relação à agressão
ambiental.
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